A força da loja física voltou e o Magalu mostra por que o varejo híbrido é o novo centro do jogo
MARKETPLACE
Redação
5/11/20264 min read


Luiza Trajano reforça a importância da loja física na estratégia do Magazine Luiza e sinaliza uma mudança importante no futuro do varejo
Durante anos, o varejo digital foi tratado como o principal símbolo de modernização do consumo. Mas em 2026, uma das maiores referências do setor no Brasil reforçou uma tese que o mercado começa a consolidar com mais clareza: a loja física não perdeu relevância — ela mudou de papel.
Em entrevista à Exame, Luiza Trajano afirmou que a força da loja física voltou a ganhar protagonismo dentro da estratégia do Magazine Luiza, não como oposição ao digital, mas como parte essencial de uma operação cada vez mais integrada.
A declaração é simbólica porque vem de uma das empresas que melhor representou a transformação digital do varejo brasileiro nas últimas duas décadas. E o recado é claro: o futuro do varejo não será definido entre físico ou digital, mas pela capacidade de integrar ambos com inteligência.
A loja física não voltou — ela evoluiu
Falar em “volta” da loja física pode sugerir um retorno ao passado. Mas o movimento é outro.
O que voltou não foi o varejo físico tradicional.
O que voltou foi a relevância estratégica do ponto físico dentro de uma lógica omnichannel.
Na prática, a loja física deixou de ser apenas um canal de venda e passou a operar como:
ponto de experiência;
centro de retirada;
hub logístico;
suporte à jornada;
ponto de relacionamento;
extensão da marca.
Essa transformação é o que sustenta a nova importância da loja física no varejo moderno.
O Magalu reforça o físico como ativo estratégico
No caso do Magazine Luiza, a leitura é clara: a loja física deixou de ser apenas um custo operacional e voltou a ser um ativo estratégico.
Segundo a Exame, Luiza Trajano reforça que o ponto físico tem papel central na conexão com o cliente, no fortalecimento da marca e na eficiência da operação.
Esse posicionamento faz sentido.
Em um ambiente onde o custo de aquisição digital segue pressionado, a loja física volta a ganhar valor como:
canal de relacionamento;
ativo de conveniência;
instrumento de confiança;
ponto de apoio logístico.
Mais do que vender, ela ajuda a reduzir atrito na jornada.
O consumidor não compra por canal — compra por conveniência
O movimento do Magalu reforça uma das mudanças mais importantes do varejo atual: o consumidor não pensa em canais.
Ele pensa em conveniência.
Ele pesquisa no celular, compara no marketplace, visita a loja, retira no balcão, troca presencialmente e recompra no app.
A jornada já não é linear.
Segundo estudos da McKinsey e da PwC, consumidores estão cada vez mais híbridos e esperam experiências fluidas entre digital e físico.
Isso significa que a loja física não perdeu espaço para o digital.
Ela foi reconfigurada por ele.
Loja física virou vantagem logística
Um dos papéis mais estratégicos da loja física em 2026 está na logística.
No novo varejo, cada loja também pode funcionar como microhub de distribuição.
Isso permite:
retirada mais rápida;
redução de custo logístico;
maior proximidade com o consumidor;
apoio a trocas e devoluções;
aceleração do last mile.
Esse ponto é especialmente relevante para o e-commerce, onde prazo, conveniência e custo de entrega têm impacto direto na conversão.
O físico, nesse cenário, deixa de competir com o digital e passa a torná-lo mais eficiente.
O novo valor da loja está na experiência
Além da operação, a loja física também ganha novo valor como ambiente de experiência.
Enquanto o digital é eficiente em escala, o físico continua superior em:
contato humano;
experimentação;
confiança;
percepção de marca;
relacionamento.
Isso ajuda a explicar por que grandes varejistas seguem investindo em presença física mesmo com o avanço do e-commerce.
A loja não desapareceu.
Ela se tornou mais estratégica.
O que o Magalu ensina ao varejo
A leitura do Magazine Luiza deixa um aprendizado importante para o mercado: o erro não está em investir no físico. Está em operar físico e digital como estruturas separadas.
O novo varejo exige integração.
Isso significa que o valor da loja física cresce quando ela está conectada a:
CRM;
estoque;
logística;
app;
marketplace;
atendimento.
Não se trata de voltar ao passado.
Trata-se de usar o físico de forma mais inteligente.
O impacto para o e-commerce
Para o e-commerce, o movimento do Magalu reforça uma mudança importante.
O crescimento digital não elimina a importância do físico.
Ele redefine sua função.
Marcas que entendem isso conseguem:
reduzir CAC;
melhorar experiência;
acelerar entrega;
fortalecer confiança;
aumentar recorrência.
No novo cenário, a loja física não é antagonista do e-commerce.
Ela é uma das suas maiores alavancas.
Conclusão: o futuro do varejo não será físico ou digital — será integrado
A fala de Luiza Trajano reforça o que o mercado mais maduro já começou a entender: a loja física não perdeu força.
Ela ganhou uma nova função.
No varejo de 2026, não vence quem escolhe entre físico ou digital.
Vence quem consegue integrar os dois com mais inteligência, conveniência e eficiência.
Para o público da ExpoEcomm, o recado é claro:
o futuro do e-commerce não será apenas digital.
Será cada vez mais híbrido.
Leia também
© 2026 ExpoEcomm. Todos os direitos reservados.


