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Boca a boca com esteroides: como presença física turbina a comunidade
CESAR MARTINS
Colunista
11/28/20254 min read


Por: Cesar Martins
Cesinha está no mercado digital desde 2014 e é o fundador do E-Commerce House, uma das maiores comunidades de e-commerce do Brasil, com mais de 2.000 membros ativos. Reconhecido por sua habilidade de conectar pessoas e criar oportunidades, lidera um ecossistema que valoriza o humano tanto quanto o digital. Recentemente, fundou a Nothing New Co., um projeto com uma visão provocativa e sofisticada, que desafia padrões e abre espaço para novas possibilidades no âmbito de transformação digital. Sempre focado em construir conexões genuínas, ele transforma relacionamentos em negócios que impactam o mercado.
Se tem uma coisa que nunca vai sair de moda é olho no olho. Post bonitinho ajuda, vídeo ajuda, mas nada bate a energia de um aperto de mão e uma boa conversa.
Foi assim que eu levei um movimento iniciado em um “happy hour entre amigos” para um movimento com 11 grupos de whatsapp, mais de 2.300 pessoas e fila de espera. E, sim, o motor por trás disso foi o boca a boca — só que com nitro.
A primeira missão: precisava aparecer. Não era sobre ganhar like, era sobre me conectar com o máximo de pessoas possível e carregar comigo o DNA da comunidade. O resultado? Fui a 120 eventos presenciais. Metas claras e disciplina. Fiz as contas e mantive uma média de 8 novas conexões por evento — ou seja, 960 pessoas novas no meu ciclo, organicamente.
Nada de spam, nada de forçar. Cada conexão era uma chance de contar minha história, ouvir dores reais do mercado e, quando fazia sentido, puxar gente boa pra perto.
E é aqui que entra o pulo do gato: marketing pessoal não é selfie com crachá; é ser útil e ser lembrado pelo valor que você leva. Quando você se faz presente, não está só mostrando a sua marca, você está encarnando a sua marca. A pessoa não lembra de um logo; ela lembra da conversa, do insight, da ponte que você fez entre ela e outra pessoa. É isso que transforma presença em reputação — e reputação em boca a boca.
Presença que vira conversa, conversa que vira convite
A matemática é simples: aparecer → conversar → conectar → convidar. Em cada evento eu recomendo:
Chegada com propósito: Nada de vagar. Eu já sabia quem eu queria conhecer, que perguntas faria e quais pautas do e-commerce estavam quentes na semana.
Pergunta que abre porta: “Qual foi o maior desafio no seu canal nos últimos 90 dias?” Isso tira a conversa do “E aí, tudo bem?” e entra direto na dor real.
Oferta de valor imediata: um contato, uma ferramenta, um insight, uma intro. Dar antes de pedir.
Follow rápido e quente: até 48h depois, mensagem objetiva: “Curti nossa conversa sobre [X]. Te conectei com [Y].”
Esse ciclo é o que faz a pessoa sair do te conheci para o quero fazer parte dessa comunicada.
Transforme encontros em rituais (e rituais em tráfego orgânico)
Um evento isolado é bom. Ritual é imbatível. A cada mês, eu ancorava mini-rituais de presença:
HH temático (curto, objetivo e com uma pauta forte).
Rodadas de conexão (5 a 7 pessoas, 15 minutos, cada um leva um pedido e uma oferta).
O segredo não é prometer o céu e sim garantir cadência. Gente gosta do que é confiável. Quando vira hábito, vira assinatura emocional: o membro sente falta quando não vai.
O pitch anti-pergaminho (o nosso jeitão de convidar)
Na nossa comunidade temos aversão a jabá. Isso vale dentro e fora dos grupos. O convite é curto, direto e sem perfume, por exemplo:
“Curti tua visão sobre [tema]. Temos um grupo com gente que está vivendo isso agora. Quer entrar? Lá a regra é simples: ajuda primeiro, vende depois.”
Se a pessoa pede serviço e você é fornecedor, não manda um pergaminho. O código é:
“Oi! Tenho essa solução, te chamo no privado.”
Acabou. Quem é bom, prova no problema, não no slide.
Como fazer seu marketing pessoal colaborar com o da comunidade
Marketing pessoal que funciona é coerência + constância:
Coerência: o que você fala em palco é o que você pratica no grupo. Sem contradição.
Constância: aparecer muito (120 eventos, no meu caso), mas com conteúdo. Em cada presença, uma história real, um aprendizado, uma conexão feita.
Dica prática: documente o caminho (sem virar blogueiro do ego). Post curto no LinkedIn com 3 aprendizados do evento e 1 convite minimalista: “Se esse tema te cutucou, a conversa continua na comunidade.”
Você não precisa vender a comunidade; você se mostra útil e deixa a porta aberta.
Multiplique sua voz: transforme membros em mídia
O boca a boca escala quando não depende de você e por isso acredito nesses três catalisadores:
Pequenas vitórias públicas: fechou parceria? Resolveu uma dor? Agradeça marcando pessoas e, se fizer sentido, conta no LinkedIn. Isso dá prova social sem virar anúncio.
Círculos de afinidade: subgrupos por tema (plataforma, marketplace, retenção) fazem as pessoas encontrarem o seu lugar e puxarem mais gente parecida.
Embaixadores orgânicos: membros que já indicam ganham contexto (materiais, frases, checklist de onboarding). Zero comissão, 100% reconhecimento.
Checklist do seu “boca a boca com nitro”
Calendário de presença
2 a 4 eventos/mês com meta de conexões
Perguntas-âncora
Ajudam a abrir conversas de valor
Oferta imediata
Introdução, insights, ferramentas.
Follow quente em 48h
Com convite limpo
Rituais mensais
HH, AMA, rodadas.
Post-resumo
LinkedIn com 3 aprendizados + convite sutil.
Histórias de impacto
Celebrar sem que vire case publicitário.
Kit do embaixador
Mensagem clara, regras, link de convite
Conclusão: presença é a mídia mais cara — e a que mais converte
O boca a boca não nasce no banner; nasce na conversa certa, com a pessoa certa, na hora certa. Estar presente não é aparecer por aparecer é levar o DNA da comunidade para cada sala, palco e mesa de bar. Foi assim que os 120 eventos viraram 960 conexões e, de conexão em conexão, nossa comunidade foi se fazendo necessária na vida de muita gente.
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