Como o Icomm Group está redefinindo o E‑commerce de moda com R$ 8 milhões em marcas próprias
GESTÃO
Redação
2/15/20263 min read
Investimento estratégico em marcas próprias pode ser diferencial competitivo no varejo digital
O mercado de moda online no Brasil vive um momento de transformação. O Icomm Group — proprietário dos e‑commerces Shop2gether e OQVestir — anunciou um investimento de R$ 8 milhões focado em pesquisa de tendências e desenvolvimento de marcas próprias, como parte de sua estratégia para ampliar posicionamento, fidelização de clientes e relevância no e‑commerce de moda em 2026.
Marcas Próprias: Uma Estratégia de diferenciação no E‑commerce de moda
O investimento de R$ 8 milhões pelo Icomm Group em marcas próprias está estruturado como um dos principais pilares de crescimento da empresa para 2026. O aporte contempla pesquisa de tendências e desenvolvimento de produto — etapas essenciais para traduzir insights de consumo em peças alinhadas aos desejos dos clientes.
Atualmente, o grupo conta com três marcas próprias, 2Essential, Basiq e Market 33, que juntas respondem por cerca de 10% do faturamento total dos e‑commerces Shop2gether e OQVestir.
Este tipo de estratégia não apenas eleva a margem de lucro — já que produtos próprios costumam ter custos menores e maior controle de preço —, como também aumenta a fidelização, pois cria um mix exclusivo que não está disponível em outras plataformas do varejo digital.
Comportamento de consumo e personalização de portfólio
Cada uma das marcas próprias do Icomm Group tem um posicionamento definido:
Market 33: Focada em peças de impacto visual e tendências de moda sazonais, como a coleção de Carnaval 2026, com tecidos como lurex, paetês e cores vibrantes.
Basiq: Prioriza conforto e funcionalidade com uso de fibras naturais (algodão, viscose, linho), oferecendo um guarda‑roupa versátil para o dia a dia.
Basiq Men: Linha masculina que combina leveza e durabilidade, alinhada ao lifestyle urbano contemporâneo.
Ter um portfólio próprio permite ao grupo responder mais rapidamente às mudanças nos hábitos de compra e adaptar seu catálogo com base em dados reais de consumo — algo que também impulsiona estratégias de retail media e curadoria personalizada de produtos no varejo online.
Crescimento previsto e papel das marcas próprias
De acordo com executivos do Icomm Group, a participação das marcas próprias acompanhará a meta de crescimento da empresa, que projeta expansão de dois dígitos em 2026 (cerca de 23,5%), contribuindo para ampliar seu share de receita total.
Esse movimento é um reflexo de uma tendência mais ampla no varejo digital: investir em produtos próprios como forma de fortalecer margens, reduzir dependência de terceiros e criar identidade de marca exclusiva, especialmente em segmentos competitivos como moda feminina, masculina e lifestyle.
Influência no E‑commerce brasileiro
A aposta em marcas próprias não é exclusiva do Icomm Group, mas sua implementação revela como plataformas especializadas em moda podem se diferenciar em um ecossistema cada vez mais competitivo — onde marketplaces gigantes (como Mercado Livre, Shopee e Temu) disputam atenção do consumidor por preço e variedade. Num cenário assim, curadoria e identidade de marca tornam‑se diferenciais essenciais para capturar e manter clientes no canal online.
Além disso, marcas próprias permitem maior integração com iniciativas de marketing digital e e‑commerce social, ampliando a narrativa de produto com storytelling e experiência visual diretamente associados à plataforma de venda — algo que impacta positivamente métricas como conversão, ticket médio e fidelização.
Lições para profissionais e negócios do E‑commerce
A iniciativa do Icomm Group traz aprendizados relevantes para o setor:
Identidade de marca própria pode aumentar a competitividade, especialmente em nichos de moda e lifestyle.
Entendimento profundo de tendências é essencial para antecipar o que o consumidor vai querer comprar — não só reagir a dados históricos.
Investimentos em curadoria e desenvolvimento de produto fortalecem a proposta de valor exclusiva do e‑commerce.
Combinar marcas próprias com um mix terceirizado pode aumentar o alcance sem diluir a identidade da plataforma.
No e‑commerce atual, marcar diferenciação não é apenas sobre preço: é sobre história, exclusividade e conexão com o consumidor digital — áreas em que investimentos bem‑planejados em marcas próprias podem fazer toda a diferença.
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