De Fortaleza para todo o Brasil: como a 'Vovó Quem Fez" transformou o digital em motor de crescimento

HISTÓRIAS DE SUCESSO

Redação

4/25/20263 min read

Uma marca que nasceu no online, enfrentou a falta de informação e encontrou na consistência o caminho para escalar

Em um cenário onde muitas empresas ainda estavam descobrindo o potencial do e-commerce, a Vovó Quem Fez já nascia com uma visão clara: ser digital desde o primeiro dia.

Fundada por Amanda Magalhães Crisóstomo, em Fortaleza (CE), a marca foi construída com um objetivo que vai além de vender produtos — criar um negócio com liberdade geográfica, escala e presença nacional.

E foi exatamente essa mentalidade que fez toda a diferença.

O Início: um e-commerce criado antes do mercado amadurecer

Diferente de muitos negócios que migraram para o digital por necessidade, a Vovó Quem Fez nasceu com o e-commerce no centro da estratégia.

A ideia veio de um sonho simples, mas poderoso: poder trabalhar de qualquer lugar, mantendo as vendas ativas. Esse direcionamento levou a empresa a tomar decisões ousadas logo no começo.

Uma delas foi investir em uma loja virtual robusta antes mesmo de ter um ponto físico.

Mas o caminho não foi fácil.

Por volta de 2016, o acesso à informação sobre e-commerce ainda era limitado. Questões como integração de sistemas, logística e envio de pedidos exigiam tentativa, erro e muita busca por conhecimento.

Era um cenário com poucas referências — e muitas incertezas.

A Virada: quando estar preparado fez toda a diferença

Se no começo o desafio era estruturar o negócio, o momento decisivo veio anos depois — durante a pandemia.

Enquanto muitas empresas ainda corriam para digitalizar suas operações, a Vovó Quem Fez já estava pronta.

O site já estava validado.
Os produtos cadastrados.
A operação funcionando.

Isso permitiu uma movimentação rápida: migrar o estoque do físico para o online e concentrar 100% dos esforços no digital.

O resultado veio rápido.

Em poucos meses, a empresa começou a sentir os primeiros sinais de aceleração. No Dia dos Namorados, o faturamento triplicou.

E o mais relevante veio depois.

Mesmo em setembro — um mês tradicionalmente mais fraco para o varejo — a empresa continuou faturando três vezes mais do que antes, quando dependia apenas da loja física.

Resultados: consistência que virou escala

Hoje, a Vovó Quem Fez é um exemplo claro de como o e-commerce pode transformar um negócio.

Os números mostram isso:

  • Faturamento mensal entre R$150 mil e R$200 mil

  • Média de 400 clientes por mês

  • Alcance de aproximadamente 740 mil pessoas mensalmente

Mais do que crescimento, o digital trouxe previsibilidade, escala e posicionamento.

O e-commerce deixou de ser um canal e se tornou o principal motor do negócio.

O Impacto: mais do que vendas, uma nova forma de crescer

A transformação vai além dos números.

O e-commerce permitiu que a marca:

  • alcançasse clientes em todo o Brasil

  • construísse uma operação mais estratégica

  • ganhasse liberdade para crescer com planejamento

  • reduzisse dependência do físico

Esse movimento reflete uma tendência maior do mercado.

Segundo a ABComm, o e-commerce brasileiro ultrapassou R$ 200 bilhões em faturamento anual, consolidando-se como um dos principais canais de venda do país.

Mas, como mostra a história da Vovó Quem Fez, não basta estar no digital — é preciso saber usar.

Aprendizados: o que essa trajetória ensina

A jornada da Vovó Quem Fez deixa alguns aprendizados claros para quem está começando ou buscando crescer no e-commerce.

O primeiro é sobre resiliência.

Empreender não é linear. Problemas fazem parte do processo — o diferencial está em como você reage a eles.

O segundo é sobre consistência.

Resultados não vêm de uma ação isolada, mas de decisões repetidas ao longo do tempo.

E o terceiro é sobre mentalidade resolutiva.

Em vez de travar diante dos desafios, é preciso desenvolver a capacidade de buscar soluções constantemente.

Próximos passos: crescer com estratégia

Agora, o foco da Vovó Quem Fez está em um novo estágio.

O objetivo não é apenas crescer — é crescer com estrutura.

Isso significa alinhar expansão com operação, garantindo que o aumento de demanda seja acompanhado por organização, processos e sustentabilidade.

E mais do que isso:

Levar a marca ainda mais longe.

A meta é clara: continuar expandindo pelo Brasil — e, quem sabe, atravessar fronteiras.

Conclusão: o e-commerce como base, não como alternativa

A história da Vovó Quem Fez mostra algo que muitos ainda estão aprendendo:

O e-commerce não é mais um complemento.
Ele é a base.

Empresas que nascem com essa mentalidade — ou conseguem desenvolvê-la — saem na frente.

Para o público da ExpoEcomm, o recado é direto:

👉 não espere o momento ideal
👉 construa sua estrutura
👉 e esteja pronto quando a oportunidade chegar

Porque, quando o mercado muda…
quem está preparado, cresce. 🚀

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