Do Omnichannel à transformação cultural: Como a Altenburg conectou 100 anos de história ao futuro do varejo

HISTÓRIAS DE SUCESSO

Redação

7/7/20264 min read

Com mais de um século de tradição no mercado têxtil brasileiro, a Altenburg, de Blumenau/SC, é uma marca que faz parte da rotina de milhões de brasileiros quando o assunto é conforto, bem-estar e qualidade do sono. Mas, para continuar relevante em um consumidor cada vez mais conectado, a empresa precisou passar por uma das maiores transformações da sua história: integrar indústria, lojas físicas, franquias e e-commerce em uma única experiência.

Sob a liderança de profissionais como Leandro Harnisch, a Altenburg transformou o digital de um simples canal de vendas em um motor estratégico de relacionamento, dados, experiência e crescimento. O resultado é uma operação omnichannel madura, conectada e preparada para o futuro.

O Início: Quando tradição e comportamento do consumidor se encontraram

A entrada da Altenburg no e-commerce não aconteceu porque o mercado exigia uma loja virtual. Ela aconteceu porque o consumidor mudou.

Com o avanço da digitalização, as pessoas passaram a buscar mais conveniência, agilidade, informação e proximidade com as marcas. Para uma indústria centenária, que já possuía forte presença no varejo físico, o desafio era entender como levar sua proposta de bem-estar para uma jornada cada vez mais digital.

O e-commerce surgiu então como uma extensão natural da marca, permitindo uma conexão mais próxima com o consumidor final e criando novas oportunidades de relacionamento, personalização e geração de dados. Aos poucos, o digital deixou de ser apenas mais um canal e passou a ocupar um papel estratégico dentro da companhia. Mas a maior barreira não era tecnológica. Era cultural.

A Virada: Quando a empresa entendeu que tecnologia é meio, não fim

Em uma organização com mais de 100 anos de história, a transformação digital exigiu muito mais do que plataformas e sistemas.

Foi necessário conectar áreas que tradicionalmente operavam de forma independente: indústria, logística, franquias, lojas físicas, SAC, financeiro, marketing, tecnologia e parceiros externos. A missão era clara: criar uma visão única do cliente. Afinal, o consumidor não enxerga departamentos. Ele enxerga apenas a marca.

A grande virada aconteceu quando a Altenburg passou a tratar o digital como uma estratégia transversal. O omnichannel deixou de ser um projeto e passou a ser uma filosofia de operação.

As lojas físicas passaram a atuar como pontos de retirada, envio, experiência e relacionamento. Ferramentas como a prateleira infinita, o Sales App, o CRM integrado e as modalidades omnichannel aproximaram ainda mais os canais e permitiram que o cliente escolhesse como comprar, receber ou retirar seus produtos. A tecnologia conectou os sistemas. Mas foi a cultura que conectou as pessoas.

Os Resultados: Quando físico e digital passam a crescer juntos

A transformação começou a ficar evidente quando as próprias lojas passaram a enxergar o e-commerce como aliado. Em vez de competir por vendas, os canais passaram a colaborar entre si. O cliente podia comprar online e retirar na loja, receber de uma franquia próxima ou contar com o apoio da equipe física para acessar produtos indisponíveis localmente através da prateleira infinita. Hoje, a Altenburg apresenta indicadores que refletem essa evolução:

  • 100% da rede conectada ao e-commerce

  • 28 operações físicas integradas à estratégia digital

  • Compre e Retire em até 2 horas

  • Operações de entrega same day, next day e turbo

  • Crescimento consistente do e-commerce

  • Aumento do ticket médio impulsionado pelas iniciativas omnichannel

  • Participação crescente das ações digitais nos resultados das lojas físicas

Mais do que números, a empresa conquistou algo ainda mais valioso: uma experiência fluida e integrada para o consumidor.

O Próximo Capítulo: Dados, automação e a jornada do bem dormir

A Altenburg segue investindo para aprofundar ainda mais sua maturidade digital. Os próximos passos incluem o fortalecimento das estratégias de CRM, Customer Experience (CX), automação, inteligência de dados e integração entre lojas, franquias e canais digitais. A empresa também pretende reforçar sua conexão com o propósito que a acompanha há décadas: promover o bem-estar através de uma melhor qualidade do sono. A visão é simples e poderosa: independentemente do canal escolhido, o cliente deve encontrar a mesma Altenburg — com a mesma confiança, conveniência e cuidado.

Aprendizados para quem está começando

Ao longo dessa jornada, Leandro acumulou aprendizados importantes:

  • Comece pelo cliente, não pela tecnologia.

  • Cultura e processos vêm antes das ferramentas.

  • Envolva todas as áreas na transformação digital.

  • Crie ritos, indicadores e acompanhamento contínuo.

  • Entenda que omnichannel não é um projeto com fim definido, mas uma jornada permanente de evolução.

Mais do que vender produtos, construir experiências

A história da Altenburg mostra que a transformação digital não é uma questão de idade da empresa, mas de mentalidade. Uma indústria centenária conseguiu reinventar sua forma de se relacionar com o consumidor sem abrir mão da sua essência. Ao conectar tradição, tecnologia e cultura, a Altenburg construiu uma operação onde o físico fortalece o digital, o digital fortalece o físico e o cliente está no centro de tudo. E talvez essa seja a maior lição da sua trajetória: empresas duradouras não são aquelas que resistem às mudanças. São aquelas que aprendem a evoluir junto com elas.

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