E-commerce barrou 2,3 milhões de tentativas de fraude em 2025 e mostra como segurança virou prioridade estratégica no varejo digital

MARKETPLACE

Redação

5/13/20264 min read

black and white laptop computer
black and white laptop computer

Crescimento das fraudes online pressiona operações, aumenta investimentos em tecnologia e reforça a importância da confiança no comércio eletrônico

O crescimento do e-commerce brasileiro trouxe escala, conveniência e novas oportunidades para empresas e consumidores. Mas trouxe também um desafio cada vez mais sofisticado: a segurança digital.

Segundo levantamento repercutido pelo E-Commerce Brasil, o varejo online brasileiro barrou cerca de 2,3 milhões de tentativas de fraude em 2025, mostrando como ataques virtuais continuam crescendo junto com a digitalização do consumo.

Os números revelam uma realidade importante para o setor: à medida que o comércio eletrônico amadurece, a segurança deixa de ser apenas uma preocupação técnica e passa a ocupar posição estratégica dentro das operações digitais.

Mais do que evitar prejuízos financeiros, proteger transações se tornou essencial para preservar confiança, reputação e sustentabilidade do crescimento online.

O crescimento do e-commerce ampliou a superfície de ataques

O avanço das vendas digitais ampliou significativamente o volume de dados, transações e operações realizadas online.

Com isso, o ambiente também se tornou mais atrativo para fraudadores.

Hoje, ataques no e-commerce envolvem diferentes frentes:

  • uso de cartões clonados;

  • invasão de contas;

  • fraude de identidade;

  • engenharia social;

  • criação de contas falsas;

  • golpes em pagamentos;

  • fraude em cashback e cupons;

  • ataques automatizados por bots.

Segundo dados da ClearSale e da ABComm, categorias de maior volume transacional tendem a ser também as mais visadas por criminosos digitais, especialmente em datas promocionais e períodos de pico.

Fraudes ficaram mais sofisticadas com tecnologia e IA

O cenário se torna ainda mais desafiador porque os ataques digitais evoluíram rapidamente nos últimos anos.

Ferramentas automatizadas, inteligência artificial e vazamentos massivos de dados aumentaram o nível de sofisticação das tentativas de fraude.

Hoje, criminosos conseguem:

  • simular comportamento humano;

  • automatizar compras;

  • criar identidades falsas mais convincentes;

  • testar cartões em escala;

  • explorar vulnerabilidades em jornadas digitais.

Isso faz com que a prevenção dependa cada vez mais de análise comportamental, machine learning e monitoramento em tempo real.

Segurança deixou de ser apenas problema do antifraude

Durante muito tempo, segurança no e-commerce era vista como responsabilidade exclusiva das equipes técnicas ou plataformas antifraude.

Esse cenário mudou.

Hoje, segurança impacta diretamente:

  • experiência do cliente;

  • aprovação de pagamentos;

  • conversão;

  • reputação da marca;

  • retenção;

  • confiança do consumidor.

Uma operação insegura pode gerar prejuízos financeiros — mas também danos de imagem difíceis de recuperar.

Por isso, segurança digital passou a integrar decisões estratégicas do varejo online.

O desafio do equilíbrio entre proteção e conversão

Um dos maiores desafios do e-commerce atual está no equilíbrio entre segurança e experiência.

Excesso de barreiras pode reduzir conversão.
Falta de proteção aumenta risco de fraude.

O mercado busca justamente esse ponto de equilíbrio:

  • proteger operações;

  • reduzir chargebacks;

  • evitar ataques;

  • sem criar fricção excessiva para consumidores legítimos.

Segundo especialistas do setor de pagamentos digitais, empresas que conseguem unir proteção inteligente e experiência fluida tendem a apresentar melhores indicadores de aprovação e retenção.

Datas promocionais seguem como principal alvo

Grandes campanhas promocionais continuam sendo os períodos mais críticos para fraudes online.

Eventos como:

  • Black Friday;

  • Dia do Consumidor;

  • Natal;

  • campanhas de marketplace;

  • grandes liquidações;

costumam concentrar aumento significativo nas tentativas de golpe.

Isso acontece porque o alto volume de pedidos dificulta análises manuais e amplia oportunidades para ações automatizadas.

Além disso, consumidores mais impulsivos e jornadas aceleradas favorecem ambientes de menor atenção aos sinais de risco.

IA defensiva ganha espaço no varejo digital

Se a inteligência artificial também fortalece ataques, ela igualmente se tornou uma das principais ferramentas de defesa do e-commerce.

Soluções modernas já utilizam IA para:

  • identificar padrões suspeitos;

  • analisar comportamento de navegação;

  • detectar inconsistências em tempo real;

  • bloquear movimentações automatizadas;

  • prever riscos antes da finalização da compra.

A tendência é que o uso de IA defensiva cresça rapidamente nos próximos anos, especialmente em operações de grande escala.

O impacto para pequenos e médios lojistas

Embora grandes empresas invistam milhões em proteção digital, pequenos e médios lojistas também estão cada vez mais expostos.

Muitas vezes, operações menores acreditam que não são alvo relevante — mas justamente por possuírem menos estrutura acabam se tornando vulneráveis.

Por isso, especialistas recomendam atenção especial a:

  • gateways confiáveis;

  • plataformas seguras;

  • autenticação em múltiplos fatores;

  • monitoramento de acessos;

  • atualização constante de sistemas;

  • políticas claras de segurança.

No novo cenário digital, segurança deixou de ser diferencial.
Virou requisito básico de operação.

O consumidor também mudou seu comportamento

O aumento das fraudes também impactou o comportamento do consumidor.

Hoje, compradores valorizam cada vez mais:

  • reputação da loja;

  • transparência;

  • proteção de dados;

  • segurança no pagamento;

  • clareza na comunicação.

Segundo pesquisas da PwC e da Norton Cyber Safety Insights, confiança digital se tornou um dos fatores mais importantes para fidelização no ambiente online.

Ou seja: proteger o consumidor também protege crescimento.

Conclusão: confiança será um dos ativos mais valiosos do e-commerce

O fato de o e-commerce brasileiro ter barrado 2,3 milhões de tentativas de fraude em 2025 mostra tanto o avanço da digitalização quanto o aumento da complexidade operacional do varejo online.

O crescimento do setor exige não apenas mais vendas, mas operações mais inteligentes, protegidas e resilientes.

Para o público da ExpoEcomm, o recado é claro:

no novo varejo digital, segurança não é apenas tecnologia.
É estratégia de negócio.

Porque em um ambiente cada vez mais conectado, confiança será um dos ativos mais valiosos do comércio eletrônico.

Leia também