E-commerce soma 336 bilhões de acessos e revela um novo motor de crescimento: o setor infantil
GESTÃO
Redação
2/8/20263 min read
O e-commerce brasileiro alcançou 336 bilhões de acessos, um volume que evidencia não apenas a maturidade do canal, mas também a intensificação da disputa por atenção do consumidor. Dentro desse cenário de escala, um dado chama a atenção: o setor infantil cresceu 35%, destacando-se como uma das verticais mais dinâmicas do varejo online. As informações foram divulgadas em levantamento repercutido pelo E-Commerce Brasil, com base em análises de audiência digital.
Mais do que números impressionantes, o movimento aponta mudanças estruturais no comportamento de compra, no papel do mobile e nas oportunidades para marcas e lojistas que sabem transformar tráfego em relacionamento.
336 bilhões de acessos: o que esse número realmente significa
Alcançar centenas de bilhões de acessos indica que o e-commerce deixou de ser um canal complementar para se tornar parte do cotidiano digital do consumidor brasileiro. Estudos de audiência mostram que esse tráfego é fortemente concentrado no mobile, que responde pela maior parte das visitas — reflexo da conveniência, do uso de apps e da integração com redes sociais (fonte: E-Commerce Brasil).
Esse contexto reforça dois pontos-chave:
Atenção é o ativo central do e-commerce moderno;
Experiência e recorrência são tão importantes quanto aquisição.
Por que o setor infantil cresceu 35%
O crescimento expressivo do segmento infantil está ligado a fatores combinados:
1) Recorrência e necessidade
Produtos infantis — como vestuário, calçados, higiene, alimentação e brinquedos — possuem ciclo de recompra curto. Crianças crescem rápido, o que impulsiona compras frequentes e previsíveis.
2) Decisão orientada por confiança
Pais e responsáveis tendem a priorizar marcas confiáveis, avaliações e conveniência. Plataformas que oferecem logística eficiente, troca facilitada e informações claras ganham vantagem competitiva.
3) Digitalização do consumo familiar
Relatórios de comportamento indicam que famílias adotaram o e-commerce para otimizar tempo, concentrando compras recorrentes no digital (fonte: NielsenIQ). Isso favorece categorias essenciais e de alto giro, como a infantil.
A influência do mobile e do conteúdo
Com a maior parte dos acessos vindo de dispositivos móveis, a jornada de compra infantil acontece, em grande medida, no smartphone. Isso eleva a importância de:
páginas leves e rápidas;
imagens e vídeos que mostram uso real do produto;
avaliações e Q&A que reduzam dúvidas;
comunicação clara sobre tamanhos, segurança e materiais.
Plataformas e lojas que investem em conteúdo útil tendem a aumentar tempo de navegação e conversão, transformando tráfego em vendas e fidelização (fonte: Google Retail).
Oportunidades práticas para marcas e lojistas
O crescimento do setor infantil em um ambiente de tráfego massivo cria oportunidades claras para o ecossistema de e-commerce:
Personalização e assinaturas
Modelos de assinatura (fraldas, itens de higiene, roupas básicas) e recomendações baseadas em idade e fase da criança elevam LTV e reduzem CAC (fonte: McKinsey).
Omnicanalidade como confiança
Retirada em loja, trocas facilitadas e atendimento humanizado aumentam a segurança dos pais e aceleram decisões de compra.
Logística como diferencial
Prazo, embalagem adequada e comunicação proativa no pós-venda são decisivos — especialmente quando o produto é para crianças.
SEO e descoberta
Buscar termos relacionados a “infantil”, “bebê”, “segurança” e “qualidade” de forma educativa melhora a descoberta orgânica e sustenta crescimento de longo prazo.
O que o dado ensina ao
e-commerce como um todo
O recorde de 336 bilhões de acessos combinado ao avanço do setor infantil ensina uma lição central: tráfego por si só não garante resultado. Os vencedores serão aqueles que:
transformarem visitas em experiências relevantes;
construírem recorrência com conveniência e confiança;
operarem mobile-first com foco em clareza e velocidade;
investirem em pós-venda como estratégia de crescimento.
Conclusão: escala exige estratégia
O e-commerce brasileiro entrou definitivamente na era da escala extrema, e o crescimento de 35% do setor infantil prova que ainda há verticais com grande potencial de expansão. Para profissionais e negócios do ecossistema ExpoEcomm, o recado é claro: crescer em tráfego é importante, mas crescer em valor é essencial.
Quem souber combinar dados, experiência e recorrência estará melhor posicionado para capturar resultados sustentáveis em um mercado cada vez mais competitivo — e cada vez mais acessado. 🚀
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