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Google publica guia oficial de otimização para IA e reforça importância do SEO nas buscas generativas

FELIPE BAZON

Colunista

5/22/20264 min read

Por: Felipe Bazon

CSO (Chief SEO Officer) da agência de SEO Hedgehog Digital, Bazon atua no mercado de SEO desde 2006 e já liderou inúmeros projetos de SEO em empresas do Brasil, EUA, Reino Unido, Europa até na Austrália. Além de gestor, Bazon é Palestrante Internacional, sendo o primeiro e único Brasileiro a palestrar no palco principal do BrightonSEO e no SEontheBeach na Espanha. No Brasil, RD Summit, Digitalks, Fórum do E-commerce Brasil e SEO Summit são eventos onde você com certeza já viu ou poderá ver suas palestras.

Documento detalha como conteúdos são utilizados em experiências de IA na busca e reforça a importância de autoridade, estrutura técnica e conteúdo original.

O Google publicou na última sexta-feira (15) o primeiro guia oficial voltado especificamente para otimização de sites em experiências de busca com inteligência artificial, como AI Overviews e AI Mode. O documento, chamado AI Optimization Guide, marca um novo momento na evolução das buscas e reforça que as práticas tradicionais de SEO continuam fundamentais também no contexto da IA generativa.

No material, o Google afirma que termos como “AEO” (Answer Engine Optimization) e “GEO” (Generative Engine Optimization) representam adaptações do SEO para novos formatos de busca baseados em IA, mas deixa claro que suas experiências generativas continuam apoiadas nos sistemas clássicos de ranqueamento da busca tradicional.

O guia detalha como sistemas de IA utilizam técnicas como Retrieval-Augmented Generation (RAG) e Query Fan-Out para encontrar, interpretar e apresentar conteúdos relevantes aos usuários. Entre as recomendações oficiais estão a produção de conteúdo original e não genérico, organização clara da informação, estrutura técnica sólida e foco na experiência humana, pilares historicamente ligados ao SEO.

Para Felipe Bazon, CEO da Hedgehog Digital, agência de SEO pioneira em GEO no Brasil, e um dos primeiros especialistas do país a discutir publicamente o conceito de Generative Engine Optimization, o posicionamento oficial do Google valida uma visão que o mercado ainda vinha tratando de forma superficial.

“Nunca vi o GEO como uma ruptura com o SEO e sim como uma expansão. Há mais de um ano venho defendendo que as buscas generativas são uma evolução dos sistemas clássicos de busca com os quais já trabalhávamos. O que o Google publicou agora confirma isso”, afirma Bazon.

Segundo o especialista, existe uma interpretação equivocada de que otimizar para IA significa criar conteúdos artificiais, adaptar textos exclusivamente para robôs ou aplicar ‘hacks’ técnicos para aparecer em respostas geradas por modelos de linguagem.

“O próprio Google deixa claro que não existe fórmula mágica, llms.txt milagroso ou técnicas de chunking obrigatórias. O que continua funcionando é autoridade, conteúdo original, estrutura técnica consistente e experiência e relevância para o usuário. Isso sempre foi SEO. E agora também é GEO”, acrescenta.

Bazon ressalta, porém, que limitar a discussão apenas ao Google seria um erro estratégico para empresas e marcas que desejam ganhar relevância nos novos ambientes de busca.

“Costumo dizer que o SEO finalmente é sobre SEO. Mas não mais apenas no sentido tradicional de Search Engine Optimization. Hoje, ele também é Search Everywhere Optimization. Ou seja, uma marca precisa ser encontrada em todos os lugares. O Google segue sendo central, mas não está mais sozinho. Hoje as pessoas pesquisam diretamente no ChatGPT, Perplexity, Claude e outros LLMs. É por isso que o GEO faz sentido”, declara.

O executivo também destaca que o documento representa uma sinalização importante do Google sobre a consolidação das experiências generativas dentro da busca.

“Esse documento mostra que a IA passou a fazer parte oficialmente da infraestrutura da busca. E essa evolução tende a acontecer de forma muito mais rápida do que qualquer transformação que vimos anteriormente no mercado digital. As empresas que não começarem agora a construir autoridade, relevância e presença nesses novos ambientes podem perder espaço de visibilidade nos próximos anos”, conclui Bazon.

Entre os pontos mais relevantes do guia, o Google reforça que conteúdos genéricos e replicados tendem a perder espaço nas experiências generativas, enquanto materiais com experiência prática, opinião própria e profundidade analítica ganham relevância. A empresa também afirma que não é necessário criar marcações especiais ou conteúdos separados exclusivamente para IA.

Além disso, o documento indica uma evolução futura das buscas para experiências “agentic”, nas quais agentes de IA poderão navegar em sites, comparar produtos e executar tarefas em nome dos usuários.

O lançamento do AI Optimization Guide deve acelerar uma transformação já em andamento no mercado de marketing digital e SEO, consolidando a adaptação das estratégias de visibilidade para um ambiente cada vez mais orientado por inteligência artificial.

Crédito: Reprodução/Google Search Central


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