H&M acelera no Brasil: 7 novas lojas em 2026 e o recado para o e-commerce de moda
Redação
2/5/20263 min read


A expansão que liga o físico ao digital e muda o jogo na moda. A sueca H&M está ampliando sua aposta no Brasil e deve abrir mais 7 lojas em 2026, segundo informações publicadas pela Mercado & Consumo com base no relatório anual da companhia.
Para o ecossistema de e-commerce, o movimento é um sinal claro: mesmo em uma era “digital first”, o varejo de moda continua tratando a loja física como motor de aquisição, experiência e construção de marca — especialmente quando ela está conectada a uma operação online robusta.
O que já está confirmado: de São Paulo para novas praças
A H&M chegou ao Brasil no fim de agosto de 2025 com loja física e lançamento do e-commerce nacional no mesmo período, iniciando a estratégia já no formato omnichannel.
Ainda em 2025, a marca abriu unidades em São Paulo (Iguatemi, Anália Franco e Morumbi) e também no Parque Dom Pedro (Campinas), acelerando a presença no Sudeste e fortalecendo capilaridade logística e de marca.
Para 2026, já estavam anunciadas cinco lojas: duas no Rio de Janeiro, duas no Rio Grande do Sul e uma em Sorocaba (SP) — e agora entram mais duas operações contratadas, com locais ainda não divulgados.
Onde entram Sorocaba, RJ e Porto Alegre (e por que isso importa)
Os anúncios anteriores detalharam parte dos endereços: Iguatemi Esplanada (Sorocaba), RioSul (Rio de Janeiro) e duas unidades em Porto Alegre (Iguatemi Porto Alegre e Shopping Praia de Belas), reforçando a estratégia de ocupar shoppings de alto fluxo e perfil aspiracional.
Na prática, isso costuma puxar três efeitos diretos no e-commerce de moda:
Mais tráfego qualificado para o online (loja física vira vitrine e canal de descoberta).
Melhor conversão com confiança de marca e políticas mais claras de troca/devolução.
Impulso logístico (ship-from-store, retirada, devolução em loja e prazos menores).
O lado “corporativo” da decisão: crescimento, margem e sustentabilidade
A expansão acontece em um momento em que a H&M reporta, no seu relatório anual, vendas líquidas de 228.285 milhões de coroas suecas (SEK) em 2025, margem bruta de 53,4% e lucro operacional de 18.395 milhões de SEK, com margem operacional de 8,1%.
O relatório também destaca a agenda ESG: redução de aproximadamente 30% nas emissões de escopo 3 em 2025 vs. 2019 e meta de -56% até 2030, além de reconhecimento em rankings e avaliações citados pela própria publicação.
Para quem vende online, o recado é: crescimento de varejo hoje é combinação de eficiência + marca + confiança — e sustentabilidade passou a influenciar percepção, comunicação e, em alguns públicos, decisão de compra.
O que a H&M está “dizendo” ao mercado brasileiro (mesmo sem falar)
A volta de grandes players globais ao modo “expansão” aponta para uma tese forte: o Brasil segue relevante para moda, especialmente quando a marca consegue operar com: precificação competitiva, sortimento amplo, e integração físico-digital.
E isso pressiona o mercado em duas frentes:
Concorrência por atenção (social, creators, performance e retail media).
Experiência de pós-venda (trocas, prazos, transparência e atendimento), que vira diferencial em moda.
Recomendações práticas para e-commerces e marcas de moda
Se você é lojista, indústria, operador de D2C ou seller, vale olhar para essa expansão como um “checklist” estratégico:
Omnicanal de verdade: retire/devolva em pontos parceiros, lockers, hubs e, se possível, loja.
PDP e tabela de medidas impecáveis: em moda, isso reduz devolução e aumenta conversão.
Gestão de sortimento por praça: o que vende no Sudeste pode não ser o mesmo no Sul.
Conteúdo + prova social: Gen Z e millennials querem validação rápida (UGC, reviews, creators).
Pós-venda como marketing: troca simples, rastreio claro e atendimento ágil vendem a 2ª compra.
Conclusão: 2026 será o ano do “varejo conectado” na moda
A decisão da H&M de abrir mais 7 lojas em 2026 reforça que o futuro da moda não é “físico versus digital” é físico + digital, com o cliente no centro e a operação desenhada para reduzir fricção.
Para o público da ExpoEcomm, a oportunidade é clara: quem aprender a operar marca, performance, logística e experiência como um único sistema tende a capturar mais demanda, mesmo em um cenário competitivo e com consumidores cada vez mais exigentes.
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