Kalunga transforma mais de 220 lojas em CDs e acelera entregas na volta às aulas — o que isso ensina sobre logística omnichannel
LOGÍSTICA
Redação
2/26/20263 min read
Quando a loja vira centro de distribuição e a velocidade vira diferencial competitivo
A Kalunga adotou uma estratégia robusta para a temporada de volta às aulas: transformou mais de 220 lojas em centros de distribuição (CDs) para acelerar entregas e absorver o pico de demanda. A iniciativa, divulgada pela Mercado & Consumo, reforça um movimento claro no varejo brasileiro — a loja física como hub logístico do e-commerce.
Em um período historicamente marcado por alta procura por materiais escolares e suprimentos, a empresa apostou na descentralização de estoque para ganhar agilidade, reduzir prazos e ampliar competitividade.
Para o ecossistema ExpoEcomm, o case é um retrato da maturidade da logística omnichannel no Brasil.
A estratégia: usar a capilaridade a favor do digital
Segundo a Mercado & Consumo, a Kalunga ativou mais de 220 unidades como pontos de expedição, permitindo que pedidos online sejam atendidos a partir das lojas mais próximas do consumidor.
O modelo traz benefícios diretos:
Redução do tempo de entrega
Diminuição do custo de frete
Maior disponibilidade de estoque
Melhor aproveitamento da infraestrutura existente
Essa abordagem está alinhada ao conceito de ship-from-store, já adotado por grandes redes globais.
Volta às aulas: pico de demanda exige operação inteligente
A volta às aulas é uma das datas mais relevantes para o varejo de papelaria e suprimentos. Segundo dados da Confederação Nacional do Comércio (CNC), o período movimenta bilhões de reais anualmente, sendo responsável por forte incremento nas vendas do primeiro trimestre.
Com consumidores cada vez mais habituados à compra online, a pressão por entregas rápidas e confiáveis cresce ano após ano.
Transformar lojas em CDs permite:
Atender pedidos no mesmo dia ou em prazos reduzidos
Evitar ruptura de estoque
Distribuir melhor o volume entre unidades
A tendência global do “store as a hub”
A estratégia da Kalunga acompanha uma tendência global. Estudos da McKinsey apontam que varejistas que utilizam lojas físicas como centros logísticos conseguem reduzir custos de last mile e melhorar experiência do cliente.
Já a Deloitte destaca que a integração entre estoque físico e digital é um dos pilares do varejo omnichannel de alta performance.
A lógica é simples: se a loja já possui estoque, equipe e localização estratégica, ela pode se tornar parte ativa da operação de e-commerce.
Benefícios além da velocidade
A transformação das lojas em CDs não impacta apenas prazo de entrega. Ela também:
Aumenta giro de estoque
Reduz necessidade de grandes centros centralizados
Melhora a eficiência operacional
Potencializa vendas cruzadas
Além disso, pedidos retirados na loja (click and collect) elevam o fluxo físico e podem gerar compras adicionais.
O impacto estratégico para o e-commerce brasileiro
Para empresas que atuam no comércio eletrônico, o movimento da Kalunga traz aprendizados importantes:
1. Logística é vantagem competitiva
Preço atrai, mas prazo converte.
2. Estoque integrado é ativo estratégico
Ter visão única do inventário permite decisões mais rápidas e inteligentes.
3. Omnichannel deixou de ser tendência
Virou requisito básico para competir em categorias sazonais.
4. Capilaridade física pode ser diferencial digital
Quem tem presença regional pode transformar isso em vantagem logística.
Desafios operacionais do modelo
Apesar dos benefícios, operar lojas como CDs exige:
Sistemas integrados de gestão de estoque
Treinamento de equipe para picking e expedição
Controle de SLA
Coordenação logística eficiente
Sem tecnologia adequada, o modelo pode gerar inconsistências e atrasos.
O que o público da ExpoEcomm pode aplicar
Para lojistas e operadores do ecossistema ExpoEcomm, o case inspira ações práticas:
Mapear estoque por região e aproximar do cliente
Avaliar viabilidade de ship-from-store
Integrar ERP, OMS e sistemas logísticos
Trabalhar frete como parte da estratégia de conversão
Usar sazonalidade como laboratório de eficiência operacional
Conclusão: a logística virou protagonista
Ao transformar mais de 220 lojas em centros de distribuição, a Kalunga demonstra que o varejo moderno não separa físico e digital — ele integra.
Na volta às aulas, a empresa mostrou que agilidade operacional pode ser o principal fator de competitividade. E, em um cenário onde marketplaces internacionais pressionam prazos e preços, quem domina a logística local sai na frente.
Para o ecossistema ExpoEcomm, o aprendizado é claro:
o futuro do e-commerce não depende apenas de tráfego e marketing, mas da capacidade de entregar rápido, bem e com eficiência.
A loja física deixou de ser apenas ponto de venda. Agora, é também motor do e-commerce. 🚀
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