Magazord Summit 2026 reúne TikTok, Shopee, SHEIN e grandes nomes do mercado para discutir os próximos passos do e-commerce

EVENTOS

Redação

9/13/20268 min read

Segunda edição do evento acontece de 16 a 18 de setembro, em Balneário Camboriú, e amplia sua estrutura depois de reunir mais de 2,2 mil participantes em 2025. Com três plenárias simultâneas, mais de 60 marcas e executivos de algumas das principais plataformas do comércio digital, o encontro coloca no centro da discussão um desafio comum aos lojistas: como continuar crescendo em um mercado cada vez mais competitivo, tecnológico e imprevisível.

O calendário de 2026 trouxe uma combinação pouco comum para quem trabalha com varejo e e-commerce. Copa do Mundo, eleições, feriados prolongados, avanço da inteligência artificial, crescimento do social commerce e uma disputa cada vez mais intensa entre marketplaces estão alterando a maneira como consumidores descobrem produtos e decidem onde comprar.

É dentro desse cenário que Balneário Camboriú recebe, entre 16 e 18 de setembro, a segunda edição do Magazord Summit, encontro dedicado a empresários, fabricantes, distribuidores, lojistas e profissionais que operam no comércio eletrônico.

Realizado no Expocentro Balneário Camboriú, o evento chega a 2026 depois de reunir mais de 2.200 participantes e realizar 44 palestras em três palcos simultâneos em sua primeira edição, segundo dados da organização. Outro número chama atenção: 54% dos participantes de 2025 ocupavam cargos de liderança e decisão.

Para este ano, a proposta é ampliar a experiência. A programação oficial confirma mais de 60 marcas na área de exposição e mais de 70 palestrantes e profissionais do mercado, distribuídos ao longo de três dias. Entre os nomes estão executivos de TikTok, Shopee e SHEIN, além de especialistas e lideranças como Clóvis de Barros Filho, Gustavo Cerbasi, Marcos Piangers, Erich Shibata e Camila Renaux.

Mais do que uma agenda de palestras, entretanto, o formato do Magazord Summit 2026 ajuda a mostrar como os eventos de e-commerce estão mudando. Em vez de discutir o digital de maneira genérica, a programação se aproxima de problemas específicos de quem precisa vender, operar e crescer.

Três plenárias refletem um e-commerce cada vez mais especializado

Um dos principais movimentos desta edição está na divisão da programação em três ambientes simultâneos.

A Plenária Magazord concentra discussões relacionadas a gestão, inovação, economia e tendências. Já as outras duas trilhas partem de desafios específicos de segmentos que possuem particularidades operacionais relevantes no comércio eletrônico.

A Plenária de Moda aborda operações com coleções frequentes, grande volume de SKUs, branding, posicionamento e performance. A Plenária Home & Decor, por sua vez, concentra temas relacionados a móveis, casa, construção e decoração, incluindo um dos principais desafios dessas categorias: a logística de produtos de grande volume.

A segmentação é um sinal de amadurecimento do mercado.

Durante os primeiros anos de expansão do comércio eletrônico brasileiro, muitos conteúdos estavam concentrados em explicar por que empresas deveriam vender pela internet ou como estruturar os primeiros passos de uma loja virtual.

Para operações mais maduras, as perguntas são diferentes.

Como administrar milhares de SKUs sem perder eficiência? Como equilibrar marketplace e canal próprio? Como entregar móveis e produtos pesados de maneira rentável? Como utilizar conteúdo para gerar vendas? Como construir marca em ambientes dominados por algoritmos? E como crescer sem permitir que aumento de faturamento seja acompanhado pela deterioração da margem?

Esses são problemas de uma indústria que já não discute apenas sua entrada no digital, mas como operar melhor dentro dele.

A própria Magazord está inserida nesse movimento. A empresa catarinense, sediada em Rio do Sul, afirma atender atualmente mais de 3 mil lojas ativas no país, reunindo em sua plataforma recursos como gestão, integrações com marketplaces, transportadoras e meios de pagamento.

TikTok, Shopee e SHEIN levam a disputa das plataformas para o palco

A presença das grandes plataformas é outro ponto relevante da programação.

Ana Castro, gerente de Fashion Hunting e Growth do TikTok, participa das discussões relacionadas ao social commerce. Leonardo Silva, head de Engajamento com Vendedores da Shopee no Brasil, e Felipe Waechter, gerente de Aquisição de Vendedores da SHEIN, também estão entre os nomes confirmados.

A participação dessas empresas acontece em um momento no qual a fronteira entre marketplace, conteúdo e entretenimento está desaparecendo rapidamente.

A Shopee, por exemplo, vem ampliando ferramentas como Shopee Vídeo, Shopee Live e seu programa de afiliados, recursos que serão abordados por Leonardo Silva durante o Summit, segundo informações divulgadas pela Magazord.

O TikTok segue uma direção semelhante com o TikTok Shop, aproximando creators, vídeos, transmissões ao vivo e checkout. Já a SHEIN, que construiu sua expansão digital principalmente a partir da moda, também vem explorando uma estratégia omnichannel. A própria agenda oficial do Magazord Summit prevê uma apresentação de Felipe Waechter sobre como essa integração entre digital e físico está transformando o varejo.

Para sellers, existe uma consequência importante nessa transformação.

Não basta mais entender como cadastrar produtos dentro de um marketplace. É necessário compreender como cada ecossistema gera descoberta e distribui atenção.

Vídeo, afiliados, creators, live commerce, publicidade e conteúdo estão entrando no conjunto de ferramentas comerciais disponíveis dentro das plataformas.

O vendedor deixa de disputar apenas posição em uma busca por determinado produto. Passa também a disputar a atenção do consumidor antes mesmo de ele decidir o que deseja comprar.

Conexões ganham importância em um ano de comportamento imprevisível

O tema escolhido para o Magazord Summit 2026 é “Conexões fortes, resultados consistentes”.

A escolha está relacionada ao próprio calendário deste ano. Copa do Mundo, eleições em outubro e diferentes feriados prolongados podem modificar períodos promocionais, tráfego, consumo e planejamento das empresas. A proposta da organização é discutir como conexões entre pessoas, parceiros e tecnologia podem sustentar resultados em um ambiente mais imprevisível.

Mas a ideia de conexão pode ser interpretada de maneira ainda mais ampla.

O e-commerce está ficando tecnologicamente mais sofisticado justamente porque diferentes partes da operação estão se conectando.

ERP conversa com a plataforma.

Plataforma conversa com marketplace.

Marketplace conversa com logística.

Estoque precisa acompanhar vendas em diferentes canais.

Dados alimentam campanhas.

Inteligência artificial começa a produzir conteúdo, interpretar comportamento e automatizar tarefas.

Creators passam a participar diretamente das vendas.

O desafio é que adicionar novas ferramentas não significa necessariamente aumentar eficiência. Quando sistemas, canais e equipes não estão integrados, crescimento pode produzir justamente o efeito contrário: mais retrabalho, mais erros e menos visibilidade sobre a operação.

Para quem busca escala, portanto, a discussão deixa de ser simplesmente qual tecnologia contratar e passa a envolver como construir uma arquitetura capaz de conectar as diferentes partes do negócio.

O palco reúne tecnologia, gestão e comportamento

Apesar da forte presença de executivos ligados diretamente ao comércio digital, a programação não fica restrita à tecnologia.

Clóvis de Barros Filho participa com conteúdo relacionado a gestão e pessoas. Gustavo Cerbasi leva a perspectiva financeira. Marcos Piangers aborda comportamento e protagonismo. Rita Midori traz sua experiência em Customer Experience, enquanto Erich Shibata, advisor da Cimed e profissional ligado a cases como Carmed Fini, integra o grupo de especialistas convidados.

A composição mostra outra mudança importante na agenda do e-commerce.

Tecnologia continua sendo fundamental, mas deixou de explicar sozinha o sucesso de uma operação digital.

Uma plataforma rápida não resolve uma estratégia comercial ruim. Um marketplace com audiência não corrige uma margem inadequada. Inteligência artificial não substitui posicionamento. E uma excelente campanha de marketing perde valor quando estoque, atendimento ou logística não conseguem acompanhar o crescimento.

Por isso, temas como gestão, finanças, liderança, experiência do consumidor e construção de marca estão cada vez mais próximos das discussões tradicionalmente associadas à tecnologia.

Networking deixa de ser complemento e passa a fazer parte da proposta

Outro aspecto enfatizado pela organização está fora dos palcos.

O Magazord Summit contará com área de exposição, happy hour e aplicativo oficial com recursos de gamificação para facilitar conexões entre participantes. Mais de 60 marcas e fornecedores ligados a tecnologia, logística e meios de pagamento estarão reunidos no evento.

Segundo Jaison Goedert, CEO e cofundador da Magazord, a criação do encontro nasceu justamente da percepção de que faltava no Sul um espaço no qual profissionais que operam e-commerce pudessem trocar experiências diretamente. Para ele, a primeira edição mostrou que parte importante dessas conversas acontece nos corredores, e não somente nos palcos.

A percepção faz sentido em um mercado marcado por problemas que dificilmente possuem uma única resposta.

Uma operação pode descobrir uma transportadora regional conversando com outro lojista. Um fabricante pode encontrar um novo canal de distribuição. Um seller pode entender como outra empresa resolveu determinado gargalo de estoque. Um fornecedor pode conhecer um cliente que sequer estava procurando sua solução.

Nesse contexto, eventos presenciais funcionam também como ambientes de transferência informal de conhecimento.

O Sul ganha peso na agenda nacional do comércio eletrônico

A realização do Magazord Summit em Balneário Camboriú também reforça a importância da região Sul no mapa dos eventos de comércio eletrônico.

O calendário oficial de inovação de Santa Catarina inclui o encontro entre os principais eventos de tecnologia e negócios realizados no estado em 2026. O Expocentro Balneário Camboriú recebe a programação durante três dias, com atividades começando pela manhã e seguindo até a noite.

Essa descentralização é relevante para o desenvolvimento do ecossistema.

Durante muito tempo, grande parte das principais discussões sobre tecnologia e comércio digital esteve concentrada em São Paulo. O crescimento de eventos regionais permite aproximar conhecimento, fornecedores e grandes plataformas de indústrias e varejistas instalados em outros polos econômicos.

Santa Catarina possui uma característica especialmente interessante nesse contexto: combina indústria, tecnologia, moda, móveis, varejo e empresas digitais. Essa diversidade ajuda a explicar também a escolha de trilhas específicas para Moda e Home & Decor.

Em vez de levar apenas uma discussão nacional para outra cidade, o evento consegue aproximar o conteúdo da própria estrutura empresarial da região.

Para quem vende online, o aprendizado está cada vez mais na operação

Talvez o principal sinal transmitido pela programação do Magazord Summit 2026 seja que o e-commerce entrou em uma etapa na qual crescer exige muito mais do que aumentar tráfego.

Marketplace, loja própria, social commerce, inteligência artificial, logística, gestão financeira, experiência do cliente e construção de marca precisam funcionar como partes de uma mesma estratégia.

É também por isso que encontros entre lojistas, plataformas e fornecedores continuam relevantes mesmo em um setor essencialmente digital.

Ferramentas mudam rapidamente. Algoritmos mudam. Marketplaces criam novos formatos. Inteligência artificial automatiza tarefas que até pouco tempo dependiam integralmente de pessoas. Mas decisões sobre margem, posicionamento, operação e relacionamento continuam sendo responsabilidade das empresas.

O Magazord Summit 2026 acontece justamente nesse momento de transição. Mais do que descobrir qual será a próxima tecnologia do e-commerce, a discussão que se apresenta para fabricantes, distribuidores e lojistas é como conectar as tecnologias que já existem a uma operação capaz de gerar resultados consistentes. E talvez esteja aí a principal mensagem para quem pretende continuar crescendo no comércio digital: quanto mais complexo se torna o e-commerce, menos espaço existe para decisões isoladas.

A vantagem competitiva passa cada vez mais pela capacidade de conectar pessoas, canais, dados, tecnologia e execução.

Magazord Summit 2026: o evento acontece de 16 a 18 de setembro, no Expocentro Balneário Camboriú, em Santa Catarina. A organização oferece modalidades Day Pass e Full Pass.
Ingressos: https://www.magazordsummit.com.br/

Condição especial para a ExpoEcomm:

Para a comunidade ExpoEcomm, uma condição especial para inscrições realizadas até 15 de setembro com o cupom MAGA26, desconto exclusivo para viver essa experiência. Obs: cupom é aplicado na finalização da inscrição, em https://www.sympla.com.br/evento/magazord-summit-2026/3234479

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