Meta adquire Manus e reforça sua ofensiva em inteligência artificial com agentes autônomos

TECNOLOGIAS

Redação

1/1/20263 min read

A Meta — controladora de plataformas como Facebook, Instagram, WhatsApp e Meta AI — anunciou a aquisição da startup de inteligência artificial Manus, em um movimento estratégico para acelerar o desenvolvimento e a oferta de agentes de IA de uso geral tanto para consumidores quanto para empresas.

Embora os termos financeiros não tenham sido oficialmente divulgados, fontes citadas pela imprensa internacional indicam que a operação pode valer mais de US$ 2 bilhões, consolidando-se entre as maiores aquisições da Meta na área de tecnologia de IA até hoje.

O que são os agentes de IA e por que isso importa?

A Manus é uma startup sediada em Singapura — fundada originalmente na China — que se destacou em 2025 pelo desenvolvimento de agentes de inteligência artificial capazes de executar tarefas complexas de forma autônoma, como:

  • Pesquisa de mercado

  • Criação de código

  • Análise de dados

  • Triagem de currículos

  • Automatização de workflows

Esses agentes vão além dos chatbots tradicionais (que apenas respondem perguntas); eles planejam, decidem e executam ações encadeadas a partir de comandos simples, o que os torna uma ferramenta poderosa tanto para o uso pessoal quanto para aplicações empresariais.

Por que a aquisição reforça a estratégia da Meta

A compra da Manus se encaixa em uma estratégia mais ampla da Meta de se posicionar como protagonista na próxima fase da inteligência artificial. A empresa tem investido fortemente em IA ao longo de 2025, com iniciativas como a criação da divisão Meta Superintelligence Labs e a aquisição de outras startups especializadas em IA generativa.

Com a incorporação da Manus, a Meta pretende:

  • Integrar agentes de IA avançados ao Meta AI e outras plataformas da empresa

  • Expandir o uso desses agentes para empresas e consumidores em escala global

  • Oferecer automações inteligentes que vão além de assistentes de texto simples, gerando valor real em tarefas repetitivas e complexas

  • Aumentar competitividade frente a rivais como Google e OpenAI, que também avançam em modelos e agentes de IA

O fundador e CEO da Manus, Xiao Hong, afirmou que a parceria permitirá à startup crescer sobre uma base mais sólida e sustentável, mantendo sua forma de operação e modelo de tomada de decisão, ao mesmo tempo em que amplia seu alcance global.

O impacto para empresas e desenvolvedores

Os agentes de IA representam uma das tendências mais importantes na tecnologia digital atual, pois transformam modelos de linguagem em ferramentas capazes de realizar trabalho significativo, automatizando processos que até agora requeriam intervenção humana. Isso inclui:

  • Automatização de tarefas administrativas e operacionais

  • Geração de relatórios e insights com base em grandes volumes de dados

  • Assistência em decisões estratégicas com base em análise de contexto

  • Integração com fluxos de trabalho empresariais digitais

Ao adicionar essa tecnologia ao seu portfólio, a Meta não só amplia a sofisticação da sua plataforma de IA como também cria novas oportunidades para negócios explorarem automação inteligente integrada a produtos já amplamente utilizados, como WhatsApp, Instagram e Facebook.

Funcionamento e operação futura

A Meta afirmou que a Manus continuará operando de forma autônoma, mantendo sua oferta de serviços baseado em assinaturas, ao mesmo tempo em que sua tecnologia é integrada às soluções da Meta. Isso inclui tanto produtos voltados diretamente ao consumidor final quanto aplicações empresariais por meio do Meta AI, o assistente inteligente da companhia.

O agente de IA da Manus, lançado no início de 2025, já demonstrou capacidade de processar trilhões de tokens de informações e gerar milhões de instâncias de computadores virtuais, evidenciando sua capacidade operacional e potencial de escala.

Conclusão: avanço estratégico em IA para consumidores e empresas

A aquisição da Manus mostra que a Meta está apostando alto em agentes de inteligência artificial como diferencial competitivo — não apenas para melhorar a interação com o usuário, mas para transformar modelos de linguagem em executores autônomos de tarefas reais.

Esse movimento não apenas fortalece a Meta frente à concorrência global, como também indica uma nova fase em que IA não é mais apenas interação conversacional, mas uma peça central na automação inteligente de processos — abrindo oportunidades tanto para negócios quanto para usuários comuns integrarem IA de forma prática em atividades cotidianas e profissionais.

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