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O Pacto das Gigantes: Americanas e Magalu Unem Forças em Parceria Histórica para Barrar Mercado Livre e Shopee
MARKETPLACE
Redação
12/5/20253 min read


O mercado de e-commerce brasileiro amanheceu com uma nova configuração de forças. Em um anúncio que surpreendeu o setor nesta terça-feira, 18 de novembro de 2025, Americanas e Magazine Luiza oficializaram uma parceria estratégica que transforma as antigas concorrentes em "sócias" de marketplace.
O acordo, que já entra em vigor imediatamente para a Black Friday, permite que uma varejista venda seus produtos na plataforma da outra, criando um ecossistema de defesa contra o avanço agressivo de players como Mercado Livre e Shopee.
Como Funciona a "Venda Cruzada"
A operação foi desenhada para explorar o que cada companhia tem de melhor em sua infraestrutura atual, funcionando como uma via de mão dupla:
Americanas no Magalu (Foco em Recorrência): A Americanas passa a atuar como um seller (vendedor) dentro do site e app do Magazine Luiza. O foco inicial é conectar os estoques de 50 lojas físicas da Americanas, distribuídas em 15 capitais, diretamente ao tráfego do Magalu.
A estratégia: Utilizar a modalidade ship from store (envio a partir da loja). Quando um cliente comprar um chocolate ou item de higiene da Americanas pelo app do Magalu, o produto sairá da loja física da Americanas mais próxima, agilizando a entrega. A meta é integrar todas as lojas da rede até dezembro.
Magalu na Americanas (Foco em Duráveis): Nas próximas semanas, o Magazine Luiza passará a vender seu estoque próprio (1P) dentro do marketplace da Americanas.
A estratégia: A Americanas, que vem focando sua recuperação em itens de ticket médio menor, ganha acesso instantâneo ao robusto catálogo de linha branca, eletrônicos e móveis do Magalu, sem precisar imobilizar capital em estoque pesado.
O "Casamento Perfeito" de Categorias
Analistas de mercado apontam que a união é cirúrgica devido à complementaridade dos portfólios.
A Força da Americanas: Mesmo em recuperação judicial, a marca mantém liderança absoluta em itens de alta recorrência e conveniência, como bomboniere, alimentos, limpeza e utilidades domésticas.
A Força do Magalu: A varejista da família Trajano domina a venda de bens duráveis, como geladeiras, TVs, smartphones e móveis.
Ao unirem esses mundos, as plataformas aumentam a retenção do usuário: o cliente entra para comprar o chocolate (Americanas) e é impactado pela oferta da TV (Magalu), e vice-versa, tudo em um único checkout.
O Contexto: "O Inimigo do Meu Inimigo..."
A parceria nasce em um momento crítico. O Mercado Livre consolidou-se como líder isolado de tráfego no Brasil (124 milhões de usuários mensais), seguido de perto pela asiática Shopee. Para a Americanas, que reduziu seu prejuízo em 94% no último trimestre mas ainda luta para recuperar margens, a parceria é uma forma inteligente de monetizar seu ativo mais valioso — a capilaridade das lojas físicas — sem custo de aquisição de cliente (CAC).
Para o Magalu, que já havia quebrado barreiras ao firmar parceria com o AliExpress em meados de 2024, o movimento reforça sua tese de se tornar o "sistema operacional" do varejo brasileiro, digitalizando até mesmo seus concorrentes diretos.
Impacto para o Consumidor e Lojistas
Para o consumidor final, a promessa é de mais conveniência e rapidez. A integração logística permite que produtos de necessidade básica cheguem mais rápido (usando a malha da Americanas) e que eletrônicos tenham maior disponibilidade.
Para o mercado, a mensagem é clara: a era do "cada um por si" acabou. A sobrevivência e o crescimento no varejo brasileiro de 2025 dependem de ecossistemas colaborativos capazes de bater de frente com a eficiência logística e financeira dos gigantes globais.
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