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Os desafios da indústria em tempos de IA

LUIZ TARDELLI

Colunista

4/18/20262 min read

Por: Luiz Tardelli

Fundador e CEO da Getbots, empresa especializada em marketing conversacional com chatbots e assistentes virtuais. Com mais de 20 anos de experiência em tecnologia, digital, comunicação e negócios, atuou em empresas como Crane, Agência Mestre, IProspect, IG, Brasil Telecom e SBT. Foi finalista de premiações como o Prêmio Digital 2019 e o Prêmio ABCOMM (2018, 2019 e 2020). Além de empreendedor, Luiz é investidor e mentor de startups, jurado do Prêmio ABEMD na categoria Call Center e Contact Center, e embaixador de iniciativas sociais, como Mulheres no E-Commerce e Liga Digital, promovendo inclusão e capacitação no mercado digital. Seu compromisso vai além dos negócios, impactando o setor e a sociedade.

Durante anos, a indústria aprendeu a produzir melhor.
Depois, aprendeu a vender melhor.

Agora, precisa aprender a prever melhor.


E isso não é evolução incremental.
É mudança de jogo.


Com a chegada da IA, vender deixou de ser apenas executar bem.
Passou a ser decidir melhor, antes do cliente pensar em pedir.

E é aqui que está uma das maiores oportunidades invisíveis da indústria.

No caso da indústria, os desafios podem ser bem maiores.

Porque ela produz o que vai vender.

Não dá mais para equipes comerciais operarem no improviso.

Cada visita mal planejada e aproveitada não é só uma venda perdida.
É potencial desperdiçado.
É margem que nunca existiu.
É valor que deixou de ser capturado.

O problema não é esforço.
É falta de direção.

E direção, agora, vem dos dados.

Mas não de qualquer dado.

Tem que ser de dados transformados em decisão.

O vendedor do futuro não será substituído.
Mas também não será o mesmo.

Ele deixa de ser apenas executor de relacionamento e passa a ser parte de um sistema de inteligência.


O relacionamento continua sendo essencial. Mas a superficialidade deixou de funcionar.
Saber o aniversário do comprador e mandar flores não resolve.
Entender o negócio dele, sim.

Isso porque o papel do vendedor mudou:
Ele não só vende.

Ele alimenta o sistema.

É ele quem traz o contexto.
É ele quem traduz e entende o cliente.
É ele quem conecta a realidade de campo com a inteligência da empresa.

E é essa combinação que cria algo novo: o agente de vendas.


Um agente que não substitui o vendedor, mas potencializa sua atuação.

Ele indica o que oferecer, como e quando oferecer. E por quê.

Ele transforma histórico em oportunidades. E dados em ação.


Sem isso, a indústria continua operando no escuro.

E operar no escuro custa caro, muito caro.

Custa em vendas perdidas.
Em clientes esquecidos.
Em oportunidades invisíveis.

A tecnologia já existe.
O que ainda falta é infraestrutura e estratégia para usá-la.

Porque, no fim, o jogo não é sobre ter IA.

É sobre prever melhor.

E quem aprende a prever, vende melhor antes mesmo da concorrência perceber.


Previsibilidade deixou de ser eficiência.
Virou vantagem competitiva.

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