

| Canal oferecido por:
Playbook Brasil: LinkedIn + WhatsApp como dupla imbatível de comunidade
CESAR MARTINS
Colunista
1/10/20265 min read


Por: Cesar Martins
Cesinha está no mercado digital desde 2014 e é o fundador do E-Commerce House, uma das maiores comunidades de e-commerce do Brasil, com mais de 2.000 membros ativos. Reconhecido por sua habilidade de conectar pessoas e criar oportunidades, lidera um ecossistema que valoriza o humano tanto quanto o digital. Recentemente, fundou a Nothing New Co., um projeto com uma visão provocativa e sofisticada, que desafia padrões e abre espaço para novas possibilidades no âmbito de transformação digital. Sempre focado em construir conexões genuínas, ele transforma relacionamentos em negócios que impactam o mercado.
Se tem uma coisa que aprendi desde de um happy hour entre amigos pra 11 grupos, com mais de 2.300 pessoas e fila de espera, é que no Brasil a dupla que mais converte conexão em pertencimento é: LinkedIn para atrair e posicionar + WhatsApp para aquecer e manter a conversa viva.
É o “topo de funil” da reputação, colado no “coração” do relacionamento.
Este artigo é o meu playbook — direto, prático, sem firula.
Por que LinkedIn no topo e WhatsApp no centro?
LinkedIn é uma forma de vitrine com contexto profissional. Lá você aparece com propósito: conta histórias, compartilha aprendizados reais, mostra como resolve dor de mercado. A pessoa te encontra por conteúdo — e não por insistência.
WhatsApp é onde a conversa acontece de verdade. Baixa fricção, resposta rápida, intimidade controlada por regras claras. É o lugar do “tá, e agora?” — onde surgem as introduções, os favores, as micro vitórias que viram boca a boca.
Juntos, eles fazem o que anúncio nenhum entrega: confiança + cadência + calor humano.
O fluxo que uso (do post ao grupo)
Post-gatilho no LinkedIn
Conteúdo curto, um recorte prático do que vivi: “3 aprendizados de ontem”, “erro caro que cometi”, “pergunta que abriu 20 DMs”. Final sem call-to-action agressivo:
“Se esse tema cutucou, a conversa continua na Comunidade.”
DM com propósito (em 48h)
Mensagem simples, personalizada pelo tópico do post:
“Valeu por comentar sobre [tema]. Temos um grupo onde essa conversa tá quente. Quer entrar? Regras: ajuda primeiro, vende depois.”
Onboarding relâmpago no WhatsApp
Boas-vindas 1:1: “O que você pode oferecer? O que está buscando nos próximos 30 dias?”
Apresentação no grupo marcada por mim (ou host): 3 linhas, zero “currículo”.
Primeiro gesto de valor: uma intro, um material, um insight. Começou dando, ganhou a sala.
Ritual de cadência
Sem ritual, grupo morre. Mantenho:
Segunda do Desafio: 1 dor concreta da semana.
Quarta da Intro: 2 pessoas que precisam se conhecer.
Sexta da Vitória: o que deu certo (e quem ajudou).
O que postar no LinkedIn pra atrair gente certa (e não turista)
Sua pauta vem da vida real do grupo. Três formatos que sempre funcionam:
Diário de campo (autenticidade):
“Levei um tapa educado hoje: tentei resolver X com Y e errei feio. O que aprendi…”
Efeito: gente que vive o problema aparece.
Mapa da dor (convite à conversa):
“3 gargalos que repetem no e-commerce: [logística, retenção, fraude]. Qual te assombra hoje?”
Efeito: comentários úteis → DMs → grupo.
Crédito público (prova social sem jabá):
“Obrigado [@fulano] por conectar [X] e [Y] no E-Commerce House. Negócio fechado em 7 dias.”
Efeito: as pessoas veem valor que circula.
Importante: tom simples, humano, sem “pergaminho corporativo”.
Como manter o WhatsApp útil (e não um zoológico de spam)
Nosso código é o que sustenta o clima:
Anti-jabá explícito:
Se alguém pergunta por um fornecedor e você atende, o formato aceito é:
“Oi! Tenho isso, te chamo no privado.”
Acabou. Nada de textão com cases, prêmios e louros. Quem é bom mostra no problema, não no pitch.
Voz pra todos (independente de cargo):
Todo mundo pode perguntar, opinar e indicar — respeito é inegociável.
Prioridade pra quem se envolve (não pra quem paga, veja mais abaixo).
Moderador = anfitrião, não xerife:
Eu puxo assunto quando necessário, saio de cena quando o grupo flui. Remoção só quando quebra regra repetidamente.
Templates que aceleram o flow
Convite pós-evento:
“Curti tua visão sobre [tema]. Bora manter essa conversa viva na Comunidade.
Regra simple: ajuda primeiro, vende depois.”
Apresentação do novo membro:
“Time, chegou a/ao [nome], atua com [breve], pode ajudar em [X] e busca [Y]. Quem conecta com [Z]?”
Pedido bem feito:
“Preciso de fornecedor de [tema] pra [contexto]. Orçamento [faixa], prazo [xx]. Alguém indica?”
Agradecimento que puxa prova social:
“Fechamos [X] após intro de [@pessoa]. Valeu! Anotando aprendizados pra compartilhar na sexta.”
Guardrails de ética e monetização (sem tendenciosidade)
Dinheiro não fica acima do propósito. Ponto.
No nosso modelo:
Indicação não é venda velada. Quando alguém paga para estar no ecossistema e é indicado, antes eu me pergunto:
“É a melhor solução? Vai realmente resolver?”
Se a resposta não for sim, não rola — prefiro proteger a confiança do grupo do que “bater meta”.
Sem preferidos. Quem paga não ganha megafone. Participação é maior que boleto.
O membro percebe quando a sala foi vendida; quando percebe, desliga.
Plano sustentável = valor percebido maior que preço.
Seja evento, curso ou membership, a pessoa precisa sair pensando:
“Recebi mais do que paguei.”
Quando essa balança inverte, a comunidade perde alma.
Operação enxuta: como organizar sem engessar
CRM leve (pode ser uma planilha): nome, tema de interesse, o que oferece, o que busca, quem apresentou, follow em 30/60 dias.
Rituais em calendário fixo (bloqueados no mês).
Hosts por subgrupo (marketplace, plataforma, growth) — gente que ama aquele tema e mantém o fogo aceso.
Banco de intros: quem conectou quem (vira ouro para contar histórias e mapear valor gerado).
KPIs que realmente importam nesse combo
LinkedIn → WhatsApp: % de posts que geram DMs relevantes; DMs → convites; convites aceitos.
Onboarding: % de novatos que postam na 1ª semana; tempo até 1ª ajuda (alguém ajudar alguém).
Saúde dos grupos: tópicos iniciados por membros (não por admins); tempo médio de resposta; vitórias da semana.
Boca a boca: membros que entram por indicação; fila de espera andando (sem perder a curadoria).
Checklist “dupla imbatível”
2–3 posts/semana no LinkedIn, sempre práticos e com histórias reais.
DM em 48h pra quem engajou com o tema certo.
Onboarding com pergunta dupla: “o que oferece / o que busca”.
Ritual semanal no WhatsApp (desafio, intro, vitória).
Código anti-pergaminho em vigor (e aplicado).
Hosts por subgrupo + calendário fechado do mês.
Agradecimentos públicos que viram prova social (sem jabá).
Métricas acompanhadas 1x/mês e ajustes leves (não muda tudo toda hora).
Conclusão: autoridade se conquista no feed, confiança se prova na conversa
O LinkedIn te apresenta. O WhatsApp te aproxima. A soma dos dois, com regra clara e presença consistente, cria pertencimento — que é onde a mágica acontece.
Foi assim que cada post virou DM, cada DM virou convite, cada convite virou gente ajudando gente. E quando isso vira rotina, você não tem “um grupo”; você tem um lugar onde as pessoas querem estar.
Leia também
© 2026 ExpoEcomm. Todos os direitos reservados.


