Shoppings crescem 2,6% no início de 2026 e mostram que o varejo físico ainda tem força — quando vira experiência

MARKETPLACE

Redação

5/2/20263 min read

woman riding escalator
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Desempenho acima do varejo tradicional reforça o papel dos shoppings como hubs de conveniência, serviços e conexão com o digital

Em um cenário de retração no varejo físico tradicional, os shopping centers brasileiros começaram 2026 em ritmo de crescimento. Segundo levantamento repercutido pela Central do Varejo, os shoppings registraram alta de 2,6% no primeiro trimestre, superando o desempenho de outros formatos do varejo presencial e reforçando um movimento que o mercado já vinha sinalizando: o consumidor continua indo ao físico — desde que exista conveniência, experiência e relevância.

O dado chama atenção porque contraria uma narrativa recorrente de enfraquecimento do varejo físico diante do avanço do e-commerce. O que os números mostram, na prática, é algo mais sofisticado: o físico não perdeu força — ele mudou de função.

O shopping deixou de ser apenas ponto de venda

Durante muito tempo, shopping center foi sinônimo de consumo tradicional: circulação, vitrine e compra.

Hoje, esse papel evoluiu.

O shopping deixou de ser apenas um local de compra e passou a funcionar como um ambiente de convivência, conveniência e experiência.

Essa transformação ajuda a explicar por que o formato segue performando melhor do que outras frentes do varejo físico.

O consumidor não vai mais ao shopping apenas para comprar um produto que poderia adquirir online. Ele vai por conveniência, alimentação, entretenimento, serviços, socialização e experiência integrada.

E isso muda tudo.

Crescimento dos shoppings revela um novo comportamento de consumo

O avanço de 2,6% no trimestre mostra que o consumidor não abandonou o varejo presencial. Ele apenas ficou mais seletivo.

Hoje, a ida ao físico precisa justificar o deslocamento.

Isso significa que o ponto de venda deixou de competir apenas com a loja ao lado e passou a competir com o celular do consumidor.

Quando o shopping entrega mais do que produto, ele se torna relevante.

Esse “mais” inclui:

  • conveniência;

  • experiência;

  • serviços;

  • gastronomia;

  • entretenimento;

  • integração com o digital.

É justamente essa combinação que tem sustentado a resiliência dos shoppings.

O físico não perdeu para o digital — ele foi reconfigurado por ele

O crescimento dos shoppings reforça uma leitura importante para o varejo: a oposição entre físico e digital está cada vez mais ultrapassada.

O que existe hoje é um consumidor híbrido.

Ele pesquisa online, compara no celular, visita o físico, testa presencialmente e finaliza onde fizer mais sentido.

Segundo estudos da McKinsey e da PwC, a jornada de compra está cada vez mais fluida entre canais, e consumidores valorizam experiências integradas, não canais isolados.

Isso explica por que formatos físicos mais relevantes continuam crescendo — especialmente aqueles que se adaptaram ao comportamento omnichannel.

O shopping como hub omnichannel

Na prática, os shopping centers vêm se tornando hubs mais aderentes à nova lógica do varejo.

Além do fluxo presencial, muitos já funcionam como pontos de:

  • retirada de pedidos;

  • troca e devolução;

  • apoio logístico;

  • showroom;

  • ativação de marca;

  • experiência omnichannel.

Esse reposicionamento aproxima o shopping de uma lógica mais conectada ao e-commerce.

Ele deixa de ser apenas canal físico e passa a atuar como extensão operacional e relacional das marcas.

O que isso significa para o e-commerce

Para o e-commerce, o avanço dos shoppings traz um aprendizado importante: o físico continua sendo ativo estratégico.

Não necessariamente como canal principal de venda, mas como ponto de apoio para experiência, confiança, conveniência e conversão.

Isso vale especialmente para marcas que buscam:

  • reduzir CAC;

  • fortalecer branding;

  • aumentar recorrência;

  • melhorar experiência;

  • integrar canais.

Em vez de competir com o físico, o e-commerce mais maduro aprende a usá-lo como vantagem.

O novo varejo é menos sobre canal e mais sobre contexto

O desempenho dos shoppings no início de 2026 mostra que o consumidor não pensa mais em “online ou offline”.

Ele pensa em conveniência.

Ele escolhe o canal que melhor resolve sua necessidade naquele momento.

Isso obriga o varejo a abandonar a lógica de canal isolado e adotar uma visão mais integrada.

O consumidor não quer experiências separadas.
Ele quer continuidade.

Conclusão: o shopping não resistiu ao digital — ele evoluiu com ele

O crescimento dos shopping centers no primeiro trimestre de 2026 não é apenas um dado positivo do varejo físico.

É um sinal claro de transformação.

Os shoppings que continuam relevantes não são os que resistiram ao digital.
São os que aprenderam a coexistir com ele.

Para o público da ExpoEcomm, o recado é direto:

o futuro do varejo não será decidido entre físico e digital.
Será decidido por quem conseguir integrar os dois com mais inteligência.

Porque no novo consumo, não vence quem tem mais canais.
Vence quem entrega a melhor experiência entre eles.

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